Centro de Referência Maristela Just completa sete anos de atendimento a vítimas de violência doméstica

Espaço de acolhimento a mulheres vítimas de violência doméstica, o Centro de Referência Maristela Just, em Piedade, completou, na última sexta-feira (27), sete anos de atividade. E para marcar a importância da data, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, por meio da Secretaria Executiva das Mulheres, ofereceu às jaboatanenses um belo café da manhã, serviços como limpeza de pele e maquiagem, além de uma importante conversa sobre direitos humanos. De acordo com a secretária-executiva da Mulher do Jaboatão dos Guararapes, Juliana Paranhos, o centro traduz em ações o compromisso assumido pela atual gestão municipal de implementar políticas públicas que visem a igualdade de gênero.

“Estamos comemorando o aniversário do centro, um espaço que tem uma importância fundamental para o apoio psicológico e assistencial às mulheres do município. Mas é importante ressaltar que o nosso sonho é de que o atendimento em nosso centro diminua com o passar dos anos, mostrando, dessa forma, que estamos conseguindo reduzir os índices de violência contra a mulher, chegando mais próximo de um mundo mais igualitário e justo”, disse Paranhos.

O evento foi marcado por depoimentos emocionantes. Uma das mulheres assistidas pelo centro – que tem, entre outros, a missão de romper com a cultura de violência – afirmou estar passando por um novo momento em sua vida. Vítima de violência doméstica, ela contou que pôs um ponto final nos abusos que vinha sofrendo até encontrar apoio no Maristela Just. “Que minha coragem seja maior que meu medo e que minha força seja tão grande quanto minha fé. Agora, posso ser livre e continuar com os meus sonhos. Agora, tenho novas perspectivas”, disse J.F.

O nome da unidade faz referência a Maristela Just, assassinada em 1989 por seu próprio companheiro, José Ramos Lopes Neto, posteriormente condenado a 29 anos de prisão. “Minha mãe era uma mulher forte, que tinha um coração enorme. Foi uma guerreira, uma mulher corajosa e que hoje representa um símbolo de que a justiça pode ser feita. O centro é uma esperança a essas mulheres vítimas de agressão”, afirmou Zaldo Just, filho de Maristela, que participou do evento.

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