Equipe multidisciplinar da Prefeitura do Jaboatão desenvolve vídeos para ajudar crianças a lidar com pandemia e isolamento social

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Uma equipe formada por psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, técnicas de enfermagem e assistentes sociais do Centro de Apoio Psicossocial (Caps) Infantil do Jaboatão dos Guararapes elaborou uma série de animações em 2D para auxiliar crianças em reabilitação durante a pandemia. O objetivo dos vídeos é entreter e orientar crianças e familiares para tentar minimizar os efeitos do isolamento social em quem tem deficiência intelectual, autismo ou outros transtornos mentais. A ideia foi elaborada pelas profissionais Clara Flauxi e Carolina Primo de Oliveira, que junto à Secretaria Municipal de Saúde, desenvolveram os vídeos.

“Durante o período de quarentena, nossas equipes continuaram trabalhando. O teleatendimento gratuito é uma forma de dar suporte para essas crianças e jovens, enquanto casos mais severos precisavam de um acolhimento presencial, mas, apesar de todo o suporte, resolvemos desenvolver os vídeos como uma forma de dar um apoio maior aos usuários e familiares”, contou Clara.

De acordo com Carolina, a Secretaria Municipal de Saúde cedeu aparelhos telefônicos para a elaboração dos vídeos, que são animados por meio de um aplicativo chamado “Gacha Life”. “A tecnologia é uma importante aliada neste momento de pandemia. Os vídeos têm uma execução simples, mas são bem elaborados, passam por uma criação de roteiro, animação e concepção dos personagens. A prefeitura deu todo o suporte tecnológico para que eles chegassem ao público”, explicou.

Salvador Marques é pai de um dos usuários do Caps e aprova o trabalho realizado durante a quarentena. “Meu filho tem uma melhora significativa após cada consulta. Graças a Deus a gente tem esse apoio da prefeitura para lidar com momentos como esse”, avaliou.

Saúde mental na quarentena
De acordo com a coordenadora de Saúde Mental da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, Paula Pereira, durante a quarentena, o Caps Infantil tem atendido uma média de 1.200 usuários e familiares, em consultas que duram cerca de 40 minutos. “A restrição de mobilidade que essas crianças estão enfrentando pode ocasionar em comportamentos agressivos em pacientes com autismo, por exemplo. Por isso, sempre buscamos realizar também o acolhimento dos pais, para que eles saibam como lidar com as crianças e adolescentes nesse momento”, explicou Paula.